Vitória da tecnologia nacional
Sistema fornecido pela Módulo ao TSE garante a segurança e a transparência do processo eleitoral
No último dia 31 de outubro, enquanto os brasileiros definiam nas urnas o segundo turno das Eleições 2010, o Brasil e o mundo acompanhavam o andamento da votação e da apuração no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para apoiar a automatização das eleições, desde o início do funcionamento das urnas até a divulgação dos resultados, o TSE conta com uma solução desenvolvida pela Módulo. Trata-se do Subsistema de Instalação e Segurança (SIS), que garante a segurança e a transparência da maior eleição informatizada do planeta. Além de ter desenvolvido esse sistema, a Módulo é responsável por sua atualização e melhorias constantes.
A atuação da Módulo nas eleições nacionais começou em 1994, quando a empresa venceu uma concorrência internacional para automatização do processo, com o uso de microcomputadores. “Nós havíamos participado da primeira eleição informatizada do país, em 1990, em Santa Catarina. Essa experiência nos preparou para as eleições de 1994 e para a utilização das urnas eletrônicas, que começou em 1996”, lembra Fernando Nery, Sócio-Fundador da Módulo. De lá para cá, a Módulo participou de todas as eleições e de muitas mudanças tecnológicas, que resultaram no aumento da velocidade do processo eleitoral e também do número de eleitores. “Nas primeiras eleições, só as capitais e os maiores municípios conseguiam fazer a eleição eletrônica. Hoje, o Brasil tem a maior eleição eletrônica do mundo”, diz Nery.
A partir da urna eletrônica, o TSE buscou automatizar todos os outros processos relacionados, como a apuração e a totalização. “Com isso, conseguimos diminuir a intervenção humana, que gerava muitos erros, lentidão e, principalmente, fraudes”, conta Giuseppe Janino, Secretário de Tecnologia da Informação do TSE. Se antes eram necessárias semanas para apresentar os resultados, que vinham sempre acompanhados de muita desconfiança, a partir da informatização foram implementados os recursos de segurança e de transparência do processo eleitoral. “Com a tecnologia, quebramos um paradigma. Saímos de um processo totalmente desacreditado para outro que tem um índice de credibilidade de 97,7%, segundo indicador apresentado pelo Instituto Nexus na última eleição”, destaca Janino.
Hoje, a solução automatizada desenvolvida para as eleições no país é referência mundial. O Brasil é o único onde 100% das eleições são eletrônicas, consideradas as mais seguras e rápidas do mundo. “Recebemos, no TSE, delegações de mais de cinquenta países e estabelecemos acordos de cooperação com sete deles, com o objetivo de transferir conhecimento e apoiar o desenvolvimento de soluções”, conta Janino. A utilização do SIS, de acordo com o Secretário, “é uma das evidências do compromisso do TSE em prover um processo eleitoral seguro e transparente para o cidadão”.
O SIS atua no transporte dos programas e sistemas que são desenvolvidos pelo TSE e analisados, antes do pleito, pelos partidos políticos, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo Ministério Público, que participam da fiscalização do processo. “É uma espécie de carro-forte que leva esses programas lacrados do TSE aos TREs e os protege durante a instalação nas regionais, por meio de mecanismos de segurança, como assinatura digital e criptografia, para garantir sua autenticidade”, explica o Secretário.
Além de fazer o monitoramento e a segurança de todos os computadores integrados ao processo eleitoral no país, o SIS administra o atendimento à regulamentação do TSE. “O SIS monitora todo o ciclo de vida da eleição, desde os cadastros dos eleitores e dos candidatos, a geração dos bancos de dados para as urnas eletrônicas, a recepção dos resultados e a transmissão da totalização até a sua divulgação”, explica Fernando Nery. Segundo o Coordenador de Sistemas Eleitorais do TSE, José de Melo Cruz, o cuidado com a informação também passa pelo controle na instalação: “Como o sistema só pode ser instalado em máquinas da Justiça Eleitoral, o SIS é a garantia de que ninguém possa instalar os sistemas de totalização e de transporte de dados em máquinas não autorizadas”.
Proximidade estratégica
A equipe da Módulo que atua no desenvolvimento do SIS e na sua adequação à legislação é formada por sete desenvolvedores e quatro suportes, que trabalham dentro do TSE. “Esse é um projeto muito importante para toda a sociedade. O sistema é robusto, bem compacto e de confiança comprovada há várias eleições”, analisa Dênio Alves, Gerente de Projetos da Módulo. A empresa procura acompanhar a Justiça Eleitoral em sua evolução, tanto em termos tecnológicos quanto legais. “Nós atuamos muito próximo aos profissionais do TSE e dos TREs. Faz uma grande diferença entendermos da segurança do processo eleitoral”, diz Eduardo Nery, Gerente de Contas da Módulo.
Entre as atualizações mais recentes, destacam-se: o voto em trânsito, que possibilita uma dinâmica maior do processo de votação, e a identificação biométrica, testada com sucesso em três municípios nas eleições de 2008 e usada nas eleições gerais de 2010 em sessenta municípios brasileiros. Mais de 1 milhão de eleitores, cadastrados em 23 estados, votaram se identifi-cando por meio das suas impressões digitais. “Estimamos que, em oito anos, nós consigamos cadastrar os que somam hoje 136 milhões de eleitores. Com esse benefício, eliminamos totalmente a possibilidade de uma pessoa se passar por outra na seção eleitoral”, prevê Janino.
Tudo no mesmo dia
Em 2010, o TSE divulgou, em tempo recorde, o resultado da eleição presidencial no Brasil, reforçando o sucesso da tecnologia. Às 20h04, já era possível confirmar a vitória da candidata petista Dilma Rousseff. Nas eleições gerais de 2002, o resultado foi anunciado às 23h e, em 2006, às 21h30. De acordo com o TSE, em 2010 as eleições brasileiras contaram com 400 mil seções eleitorais, 450 mil urnas eletrônicas e mais de 2 milhões de pessoas trabalhando no processo eleitoral no dia da votação.






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