26 Ago 2010| FONTE - GRC Management Magazine
Solução de painel de governança apoia gestores no monitoramento de incidentes em grandes eventos, na gestão do turismo nacional e no controle da condição sanitária de postos de entrada do país
Em momentos de crise, a falta de domínio dos fatores que determinam o bom funcionamento de um processo pode colocar em risco todo o projeto. Para ajudar os gestores a lidar com essas situações, tanto as organizações privadas como as do setor público têm buscado cada vez mais o uso da solução de painel de governança. Geralmente instalado em espaços conhecidos como sala de situação ou sala de gestão de crise, o painel de governança permite a gestão mais organizada, eficiente, produtiva e dinâmica de ambientes, eventos ou regiões.
“Por meio do painel de governança é possível coletar dados de uma determinada situação e transformá-los em informação, a fim de gerar um processo de melhoria contínua. Esse processo se torna ainda mais rápido e eficaz com a utilização de uma solução automatizada para Governança, Riscos e Compliance (GRC), como o Módulo Risk Manager”, explica a Consultora de Soluções GRC da Módulo, Carolina Duarte.
O painel de governança pode ser usado tanto para ações preventivas – como, por exemplo, para medir a satisfação dos colaboradores de uma empresa –, como para ações corretivas em eventos críticos. “Se o objetivo é medir a satisfação dos colaboradores, buscamos informações sobre como eles se sentem no ambiente de trabalho. Através desses dados, é possível fazer as mudanças necessárias para aquele ambiente”, explica a consultora. Nas situações críticas, imediatamente após o envio das informações, gera-se um indicador de percentual de risco na sala de situação. “Por isso, o sistema ajuda os gestores a priorizar os eventos mais críticos e tomar decisões com rapidez. Esse processo é muito útil para definir como alocar recursos. É um dos grandes ganhos do uso do Módulo Risk Manager”, afirma.
De olho em grandes eventos
Num espetáculo esportivo, o painel de governança se torna essencial para o controle dos incidentes que possam atrapalhar as atividades programadas. No Campeonato Mundial de Fórmula Indy, ocorrido nos dias 13 e 14 de março, em São Paulo, por exemplo, a Prefeitura de São Paulo utilizou o Módulo Risk Manager para gerar paineis de governança com o objetivo de monitorar tudo o que acontecesse dentro e fora do evento.
Foram montadas duas salas de situação: uma na Central de Monitoramento e outra em um caminhão na entrada do circuito. Diversos agentes foram distribuídos em pontos estratégicos da cidade, munidos com iPhone, para cadastrar os incidentes. Feitos os registros, o software os reportava automaticamente aos órgãos responsáveis pela solução do problema.
Gestores integrados
Se a ideia é estruturar o país para ser um bom anfitrião até 2014, para a Copa do Mundo (veja destaque na página 23), o turismo não ficará em segundo plano. No projeto “65 destinos indutores”, o modelo do painel de governança tem ajudado o Ministério do Turismo (MTUR) a promover um sistema integrado e padronizado de gestão do turismo nacional. A partir da coleta e análise de dados sobre esses destinos, o MTUR pode direcionar de forma mais eficaz os incentivos fiscais e, assim, preparar os municípios para a recepção de turistas. Esses municípios foram selecionados a partir dos Estudos de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Turismo, realizados em 2008 e 2009 pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Nesses estudos, foi feito um mapeamento detalhado das condições em que se encontram os 65 municípios estudados, em relação a fatores como infraestrutura geral, serviços turísticos, políticas públicas, economia local e sustentabilidade.
A partir dessas informações, o projeto “65 destinos indutores” pretende agilizar, através do sistema informatizado, o processo de planejamento, execução e controle das ações relacionadas ao turismo. Empresa escolhida por meio de pregão para ofertar o sistema, a Módulo capacitou cerca de 950 pessoas que compõem o grupo gestor em suas localidades para a utilização do software. Da sala de situação montada dentro do MTUR, a equipe da Módulo é responsável pela geração de relatórios, análise dos planos de ação, suporte aos gestores no uso do software e acompanhamento das atividades constantes no plano de ação.
“Nós tínhamos a necessidade de um sistema que apoiasse e facilitasse o trabalho dos gestores desses destinos”, diz Ana Clévia Guerreiro Lima, Coordenadora Geral de Regionalização do Ministério do Turismo.
A grande vantagem desse sistema, segundo a coordenadora, é que os membros do grupo gestor podem ter acesso de qualquer lugar ao estágio atualizado das ações previstas nos destinos. “Se o gestor estiver numa reunião com um parceiro, por exemplo, pode apresentar na hora a prioridade de uma ação, o volume de recursos necessários, se vai precisar ou não do parceiro para desenvolvê-la, entre outras informações necessárias para a tomada de decisão”, diz.
Emergência em saúde
Com o modelo do painel de governança, também foi possível controlar a entrada do vírus da Influenza A H1N1 no Brasil. Após a declaração de Emergência de Saúde de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde, em abril de 2009, devido à ocorrência de óbitos relacionados ao vírus, o Ministério da Saúde acionou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que, por sua vez, contratou o serviço de consultoria da Módulo. Por meio do Módulo Risk Manager, a Anvisa pôde monitorar as atividades realizadas nos principais portos e aeroportos para a contingência da Influenza A.
Os fiscais verificavam se os passageiros apresentavam sintomas da doença e se a condição sanitária das aeronaves e embarcações era satisfatória, com material de limpeza e higienização, bem como equipamento de proteção pessoal. Após a coleta e a automatização imediata das informações, a Anvisa poderia tomar as ações devidas, como encaminhar os casos suspeitos para isolamento hospitalar ou exames laboratoriais, por exemplo.
A experiência com a contingência do vírus Influenza A resultou na ideia de utilização do software numa ação maior da Anvisa, o projeto Sagarana, lançado no último dia 13 de maio, em Brasília. “Vimos que o Módulo Risk Manager é adequado à missão da Anvisa de proteger e promover a saúde da população, garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços, pois permite gerenciar os riscos à saúde nos portos, aeroportos e fronteiras”, diz Cristiano Gregis, Assessor da Gerência Geral de Portos, Aeroportos e Fronteiras (GGPAF) da Anvisa e especialista em Regulação e Vigilância Sanitária.
O sistema vai permitir a coleta e a avaliação de informações em tempo real sobre as inspeções sanitárias que forem realizadas em postos de entrada do país. Os fiscais da Anvisa serão equipados com smartphones, capazes de enviar imediatamente para a sala de situação da GGPAF relatórios e fotos com um diagnóstico sobre a situação real de cada posto. A partir de junho, o sistema começa a ser implantado em 36 pontos de entrada e, em um ano, os dados do Sagarana devem estar disponíveis para toda população.
Copa do Mundo: Módulo Risk Manager entra em campo
A Módulo montou um painel de governança para receber e analisar sugestões e críticas dos torcedores durante a Copa do Mundo 2010, realizada pela Federação Internacional de Futebol, entre os dias 11 de junho e 12 de julho, na África do Sul. Um dos destaques será a interação com a torcida, em tempo real. “Eles poderão informar por Twitter, SMS ou email se foram ou não bem atendidos nos hotéis, se a infraestrutura dos estádios foi satisfatória e se tiveram outras dificuldades durante a estadia”, diz Carolina Duarte.
Um dos objetivos é ouvir do público o que consideram interessante para a Copa do Mundo no Brasil, em 2014. “Mais uma vez, vamos coletar dados e transformá-los em informação, através de gráficos com indicadores e relatórios. A ideia é aprender com a experiência da África do Sul e usar esses dados para traçar um plano de ação, para que não cometamos os mesmos erros e possamos fazer uma Copa ainda mais bonita”.






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